Consideramos doença persistente aquela em que foi realizado um procedimento cirúrgico e não foi removida completamente a doença durante a cirurgia. Por outro lado, a doença recorrente é aquela que retorna um tempo depois da cirurgia inicial. A maior parte das doenças consideradas recorrentes é, na realidade, persistência da doença.
Apesar de não ser fácil diferenciar as duas situações, algumas medidas podem ser muito benéficas para o melhor manejo a longo prazo das mulheres portadoras de endometriose.
A gravação da cirurgia é de extrema utilidade para se ter o registro do que foi realizado durante o procedimento e pode auxiliar na tomada de decisão quando se cogita a possibilidade de uma reintervenção cirúrgica. Notadamente nas mulheres portadoras de endometriose superficial (que não pode ser controlada por meio de exames de imagem pois não aparecem nesses exames), o conhecimento exato da doença operada tem papel fundamental durante essa tomada de decisão.
Nos casos de doença profunda, deve-se realizar como rotina um exame de controle pós operatório ao redor de 6 meses após a cirurgia para que seja avaliado o resultado do procedimento cirúrgico. A presença de doença no exame de controle de 6 meses provavelmente deve indicar doença persistente.
Habitualmente a recorrência de doença profunda após cirurgia completa é relativamente baixa. A doença que normalmente pode ter recidiva precoce é a doença ovariana (endometrioma ovarianos), especialmente nas mulheres que não estão fazendo tratamento clínico pós operatório com algum tipo de medicação que bloqueie a ovulação.
Na suspeita de endometriose, procure um profissional especialista para melhor orientação!
Dr. William Kondo